QUARTO ADULTO

1. AR CONDICIONADO/ BOMBA DE CALOR

Os sistemas de ar condicionado baseiam-se no conceito de “absorver a energia de um local e libertá-la noutro local”. Este processo requer uma unidade interior, uma unidade exterior e tubagem para interligar as duas unidades. Através destes tubos, o líquido refrigerante circula de uma unidade para a outra. É o refrigerante que absorve a energia de uma unidade e a liberta na outra, mediante compressão e expansão controlada.

Num sistema de ar condicionado, a unidade interior a instalar dentro da habitação contém o evaporador e a unidade de tratamento de ar, ao passo que a unidade exterior colocada fora da habitação contém o condensador, o ventilador do condensador e o compressor. No caso de existir apenas uma unidade interior, designa-se de mono-split, se existirem várias unidades interior ligadas a uma só unidade exterior, trata-se de um sistema multi-split.

Desempenho energético

Actualmente, a maior parte dos sistemas de ar condicionado funcionam sob o princípio de bomba de calor reversível, isto é, o equipamento funciona como bomba de calor quando se pretende o aquecimento e como máquina frigorífica quando se pretende a refrigeração do espaço a climatizar.

Também no que respeita ao consumo de energia, há que ter em conta que os equipamentos com tecnologia inverter são energeticamente mais eficientes, pois são aparelhos cujo compressor possui velocidade variável, adaptando a potência fornecida às necessidades da habitação e reduzindo gastos desnecessários de energia.

A eficiência de uma bomba de calor é medida em COP (coeficiente de desempenho) em modo de aquecimento e o EER (índice de eficiência energética) em modo de arrefecimento. Um COP ou EER de 3 significa que uma unidade de energia eléctrica consumida produz 3 unidades de energia na forma de calor ou frio. É com base nestes indicadores que os sistemas de ar condicionado são classificados em termos de eficiência numa escala que vai de “A” (mais eficiente) a “G” (menos eficiente).



Quanto poupo?
Ao instalar um sistema de ar condicionado com EER de 3,3 (Classe A), comparativamente com uma solução menos eficiente (Classe C; EER 2,8), seria possível poupar até 50€ por ano e evitar a emissão de cerca de 100 kg/ano de CO2.

Sabia que…

  • Os sistemas com tecnologias inverter são mais eficientes na satisfação dos requisitos exactos de aquecimento e arrefecimento, reduzindo o consumo de energia eléctrica em mais de 25% face às unidades tradicionais.

  • As unidades com capacidade de arrefecimento até 12 kW devem ter uma etiqueta energética que o ajudará a perceber se o equipamento é mais ou menos eficiente, com reflexo na sua factura energética.

    Para mais informações sobre esta dica consulte www.daikin.pt
  • 2. CLIMATIZAÇÃO E ISOLAMENTO

  • No Inverno, aproveite a radiação solar para aquecer a casa. Maximize a entrada da luz solar levantando estores e abrindo os cortinados.

  • No Verão, evite a entrada de raios solares directos durante o dia e facilite a ventilação natural de noite, abrindo janelas em lados opostos da casa. Plante árvores que forneçam sombra sem comprometer a iluminação natural (ex.: árvores de folha caduca)

  • Em ambas as estações, evite ter os aparelhos de climatização a funcionar com as janelas abertas.

  • Recorra à ventilação natural ou a uma ventoinha, se não estiver demasiado calor.

  • Antes de comprar um aparelho de climatização, isole a sua casa convenientemente e escolha um equipamento com potência adequada. Cerca de 60% da energia dos sistemas de aquecimento é desperdiçada ao escapar por zonas que podem ser facilmente isoladas.

  • Invista num bom isolamento térmico (ex.: celulose, aglomerados de cortiça, vidros duplos são alguns dos materiais e técnicas disponíveis). Evite perdas de calor e infiltrações, reduzindo a necessidade de investir em sistemas de climatização.

  • Procure calafetar as portas e janelas com fita adesiva de espuma preparada para o efeito, reduzindo em 5% o consumo de energia.

  • Isole paredes (com placas de lã mineral ou poliestireno), tectos e o pavimento da sua casa. Ao fazê-lo, está a economizar energia – menos 30% de consumo – e a reduzir o investimento em sistemas de climatização.

    PROTOTIPO: LAJE DE PAVIMENTO

  • Formada por diferentes camadas, a laje de pavimento procura reduzir as perdas energéticas do espaço e garantir o conforto térmico do mesmo. Composta por uma camada estrutural na parte inferior, a laje de pavimento tem ainda uma camada de regularização em betão leve, que recebe o material de acabamento do pavimento.

  • Esta está separada do elemento estrutural, por uma camada de isolamento térmico que garante a correcção das pontes térmicas planas e lineares. Parte das redes técnicas são conduzidas pela camada de regularização, sendo exemplo as tubagens de AQS (águas quentes sanitárias), que são envolvidas em isolamento térmico para garantir que também aqui as perdas sejam reduzidas.

    PROTOTIPO: LAJE DE TECTO

  • A laje de cobertura serve de elemento de encerramento superior do espaço. Composta por diferentes camadas com materiais distintos, procura garantir uma boa transição entre o exterior e o interior, resolvendo as pontes térmicas planas e lineares reduzindo os gastos energéticos. A camada estrutural comunica com o interior, ficando sobre esta uma camada de forma em betão leve, que define a inclinação da cobertura e sobre a qual é colocada a impermeabilização.

  • O isolamento térmico que garante a correcção das pontes térmicas, é colocado sobre a impermeabilização, ficando sobre esta uma camada de seixo rolado calibrado que garante a protecção solar.

  • Sendo este um elemento sujeito a grandes variações térmicas, este conjunto de camadas garante uma ruptura térmica entre o exterior e o interior, controlando desta forma o gasto energético do espaço.
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