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  • A AMEAÇA DO DEGELO

A AMEAÇA DO DEGELO

A maioria dos seres humanos nunca vai ver um glaciar na vida, mas a verdade é que os glaciares têm um enorme impacto em todas as formas de vida do planeta Terra. Actualmente, os glaciares cobrem cerca de 10% da supercície terrestre do nosso planeta e contêm mais de 75% do total da água existente no mundo. Caso os glaciares derretessem, o impacto ambiental e geográfico seria dramático e iria afectar a forma como iríamos viver no futuro. 

Fique a saber a importância dos glaciares e como vão mudar a nossa forma de vida no futuro.

 

O que é um glaciar?

Os glaciares são basicamente rios de gelo que alargam ou se contraem dependendo das condições ambientais como a queda de neve ou a temperatura. Os glaciares formam-se depois de a neve ficar compacta e se transformar em gelo. À medida que a neve e se torna cada vez mais compacta, forma-se uma enorme massa de gelo em movimento.

Os glaciares dependem de temperaturas baixas e podem ser vistos, não exclusivamente, perto das zonas polares da Antárctida e no Ártico. Também podemos encontrar glaciares longe dos polos em zonas montanhosas como os Alpes ou as Montanhas Rochosas onde a altitude é suficiente para a formação de glaciares.  


Porque é que os glaciares se estão a derreter?

Só há uma razão para os glaciares estarem a derreter - o clima no mundo está a ficar mais quente. Mas o que está por trás deste aquecimento e das mudanças climatéricas continua uma incógnita. Enquanto alguns cientistas dizem que factores causados pelo homem, como a poluição do ar e o recurso a combustíveis fósseis, não tiveram qualquer influência no aquecimento global, a quota-parte de responsabilidade humana está a ser tema de um debate aceso. Por exemplo, entre o século XVI e o século XIX a temperatura na Terra era significativamente mais baixa do que era na Idade Média ou nos nossos dias.

Referenciada como "Pequena Idade do Gelo", as temperaturas do mundo era cerca de 1 ou 1,5 graus centígrados mais baixas do que as que temos actualmente. Temperaturas mais baixas originam uma maior formação de glaciares. Os especialistas acreditam que o facto das temperaturas estarem mais baixas durante a "Pequena Idade do Gelo" podem ter estado na origem de um maior número de erupções vulcânicas. As mudanças nas temperaturas da Terra podem ser fundamentadas em bases naturais, mas parece que as acções do homem também estão a contribuir para o aquecimento global e para o retrocesso de 160 mil glaciares em todo o mundo.     

A combinação da combustão de grandes quantidades de combustíveis fósseis, como o carvão, gasóleo e gasolina, bem como a desflorestação em massa - o abate de vastas zonas de floresta - significa que há mais quantidade de CO2 no ambiente e mais calor na atmosfera, o que causa temperaturas mais altas.

 



A que velocidade se estão a derreter os glaciares?

Não há dúvida que os glaciares se estão a derreter a uma velocidade incrível. Imagens divulgadas pelo Serviço Mundial de Monitorização de Glaciares da Universidade de Zurique, na Suíça, mostram que desde 2007 o gelo dos glaciares tem vindo a perder espessura - 0.67 metros de "equivalente água" e em alguns glaciares dos Alpes essa perda foi de 2.5. O metro de "equivalente água" é o método utilizado pelos glaciólogos como unidade estandardizada para medirem a alteração na densidade do gelo: um metro de espessura do gelo equivale a 0.9 metros de "equivalente água".  

Na Gronelândia, investigadores notaram que a quantidade de gelo que estava a derreter no Verão de 2008 era três vezes mais do que a registada em 2007. Investigadores da Universidade Estadual de Ohio estimaram que a quantidade de gelo que se perdeu dos glaciares da Gronelândia em 2008 seria a equivalente a duas vezes a área de Manhattan.  

Um estudo de 2002 revelou que os glaciares do Alasca estão a perder cerca de 108 metros de gelo por ano, duas vezes mais do que os valores registados em 1950. Alguns glaciólogos acreditam que os glaciares estão a perder 92 quilómetros cúbicos de gelo por ano - equivalente à quantidade de água que se consome nos Estados Unidos em quatro meses. Algumas imagens sugerem que caso o gelo de todos os glaciares do mundo derretesse, os níveis da água dos oceanos iriam subir cerca de 70 metros à escala mundial - o que iria provocar a inundação de vastas áreas de terra e uma transformação drástica na geografia do planeta.

Mas enquanto os glaciares se estão a derreter e os níveis das águas do mar sobem inevitavelmente, há também boas notícias. Estudos recentes mostram que os níveis da água dos oceanos podem não subir tanto como se tinha previsto. Enquanto as projecções apontam para uma subida de cerca de seis metros em 2100, um estudo de 2008, desenvolvido na Universidade do Colorado, em Boulder, defende que é pouco provável que esses valores se registem na data apontada. Mesmo assim, caso estes valores se registem, os efeitos seriam sentidos por todo o planeta e cerca de 70% da população seria afectada.

 

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