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  • EM PORTUGAL: A ÚLTIMA ESPERANÇA DO LINCE IBÉRICO

FACTOS

O lince-ibérico (Lynx pardinus):



  • é o parente menor do lince-eurasiático;

  • distingue-se dos outros linces pela cor do nariz (rosa-acastanhado) e pelo tamanho das barbas (maiores); tem pincéis nas orelhas e cauda curta;

  • é acastanhado com riscas pretas, barbas negras e brancas e a cauda é curta com ponta negra; as orelhas são triangulares com pequenos tufos no topo;

  • pode pesar até 12 quilos na vida selvagem e em cativeiro 15 quilos;

  • come entre um a três coelhos por dia;

  • tem o coelho-bravo como principal alimento - constitui 85% a 90% da sua alimentação, sem esta presa não pode sobreviver; a sua dieta é complementada com perdizes, pombos e codornizes e alguns pequenos ungulados;

  • caça principalmente durante o nascer do dia e o crepúsculo;

  • dorme dentro de troncos ocos, dentro de grutas pequenas, etc.;

  • é maior quando se trata de um macho;

  • acasala em média cerca de 50 vezes por ano;

  • tem apenas uma época de cria por ano, sendo a sua reprodução sazonal (acontece no Inverno);

  • tem, normalmente, entre 2 e 4 crias em cada ninhada.


O lince-ibérico é uma das espécies mais ameaçadas do planeta, a espécie de felídeo (ou felino) mais ameaçada do mundo e o carnívoro mais ameaçado da Europa. Em Portugal, a espécie vive numa situação de "pré-extinção".


A urbanização, a caça, os atropelamentos e sobretudo duas epidemias virais que atingiram os coelhos - a principal fonte de alimentação do lince-ibérico - provocaram a quebra dramática da população de linces na Península Ibérica.


Estima-se que existam cerca de 200 linces-ibéricos a viver em estado selvagem, a maioria em parques naturais no sul de Espanha.


A conservação do lince-ibérico em Portugal rege-se pelo Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal, de 2008 (até 2012), com o objectivo de viabilizar a conservação da espécie em território nacional, invertendo o processo de declínio que conduziu à situação de pré-extinção.


O Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico aponta como áreas prioritárias de intervenção, para futura reintrodução do lince-ibérico in-situ em Portugal: Moura-Barrancos, Malcata, Nisa, São Mamede, Guadiana, Caldeirão, Monchique e Barrocal.


O Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI) em Silves:



  • foi construído entre Junho de 2008 e Maio de 2009, no âmbito do Plano de Acção para a Conservação do Lince-Ibérico em Portugal;

  • é uma evolução dos centros de crias espanhóis, tendo beneficiado dos ensinamentos acumulados desde 2004;

  • é o centro mais moderno da Península Ibérica;

  • dispõe de áreas diferenciadas para cercados (com área de campeio, maneio e edifício-ninho), sala de cria e quarentenas, clínica/laboratório, cozinha, edifício de presas vivas e duas casas de apoio técnico;

  • tem dois veterinários, cinco tratadores e uma administrativa (que é bióloga) como colaboradores efectivos;

  • tem capacidade para acolher até 32 linces-ibéricos;

  • possui 16 cercados, cada um deles com 5 câmaras de vídeo-vigilância, 3 pinheiros e 3 oliveiras;

  • tem 96 câmaras de vídeo-vigilância fixas e móveis, que permitem uma monitorização 24/24 horas dos animais;

  • acolheu, entre 26 de Outubro e 01 de Dezembro de 2009, 16 linces-ibéricos cedidos pelo governo espanhol, no âmbito de um protocolo assinado entre os dois países, em Julho de 2009.


Entre 26 de Outubro e 01 de Dezembro de 2009 vieram para Portugal, no âmbito do Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico, 16 linces-ibéricos:



  • 26.10.09: Azahar (ou Flor de Laranjeira em português)

  • 30.10.09: Erica e Damán II

  • 04.11.09: Espiga, Ébano, Era e Enebro

  • 16.11.09: Fresco, Fresa e Fado

  • 17.11.09: Drago, Foco, Fauno e Eucalipto

  • 01.12.09: Éon e Calabacín


Dos linces-ibéricos que vieram para Portugal nas datas referidas, existem 4 casais:



  • Azahar e Drago

  • Espiga e Damán

  • Calabacín e Era

  • Erica e Enebro


A fêmea de lince-ibérico Azahar (ou 'Flor de Laranjeira' em português) foi a primeira a pisar solo português. A sua história começou em Janeiro de 2006 quando foi capturada na serra Morena, na Andaluzia. Estava, então, muito magra e tinha uma vértebra fracturada. Foi recuperada no Zoobotânico de Jerez de la Frontera onde ficou até ser escolhida para "inaugurar" o CNRL e ser o primeiro lince-ibérico do programa em Portugal.


Nasceram no dia 04 de Abril de 2010 no CNRLI (e, portanto, em cativeiro) duas crias (fêmeas) de lince-ibérico e um nado-morto de sexo indeterminado, todos filhos da fêmea Azahar e do macho Drago. Já morreram as duas crias que nasceram com vida.



  • 1.ª (fêmea) - nasceu a 04 de Abril de 2010 e morreu a 11 de Abril de 2010

  • 2.ª (fêmea) - nasceu a 04 de Abril de 2010 e morreu a 18 de Abril de 2010


Ambas terão morrido de forma aguda, num curto espaço de tempo. Não se registaram lesões que indiciassem maus tratos ou abandono por parte da mãe.

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