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DR. MIKE FAY

Mike Fay dedicou a sua vida ao naturalismo - desde a Serra Nevada às florestas do Maine enquanto criança, passando pelo Alasca e América Central nos tempos de faculdade, até ao norte de África e florestas da África Central e às savanas nos últimos 25 anos.


 


Fay trabalhou para a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem da Bronx desde o ano de 1991. Formou-se em 1978 pela Universidade do Arizona e passou seis anos no Corpo de Paz como botânico em parques nacionais na Tunísia e nas savanas da Republica Central Africana. Juntou-se à equipa do jardim Botânico do Missouri em 1984 para desenvolver um estudo nas montanhas da fronteira oeste do Sudão, mas acabou por fazer um doutoramento sobre os gorilas das planícies. Foi nessa altura que Fay ficou a conhecer as florestas da África Central, sendo o responsável por blocos de floresta e gestor dos parques de Dzanga-Sangha e Nouabale-Ndoki na República Central Africana e no Congo.


 


Em 1996, Fay sobrevoou as florestas do Congo e do Gabão e apercebeu-se que havia um vasto corredor de floresta que atravessava os dois países desde Oubangui até ao Oceano Atlântico. Em 1997, Fay percorreu todo o corredor, mais de 3.200 quilómetros, para analisar árvores, a vida selvagem e o impacto humano em 12 blocos florestais inabitados. O projecto, a que deram o nome de Megatransect, tinha o objectivo de mostrar ao mundo a última floresta virgem da África Central e a necessidade de a protegermos. Este trabalho deu origem a uma iniciativa histórica levada a cabo pelo governo do Gabão que criou um sistema de 13 parques nacionais no país quew ocupavam uma área de cerca de 28.500 quilómetros quadrados.


 


Fay acompanhou Colin Powell numa visita a uma floresta no Gabão depois de o antigo Secretário de Estado ter anunciado o seu apoio à Bacia do Congo com dez milhões de dólares para a criação de um parque nacional e para o desenvolvimento e gestão da floresta. Fay trabalhou durante um ano no planeamento das infra-estruturas do Parque Nacional de Loango.


 


Em 2004, Fay completou o Megaflyover, a vigilância aérea de todo o continente africano que durou oito meses. Viajou durante 800 horas e registou 116 mil imagens do impacto humano e de ecossistemas associados, muitas dessas imagens podem ser vistas no Google Earth. Em 2008, Fay completou o Redwood Transect, um novo projecto que tinha como objectivo o estudo de florestas de pau-brasil. Fay percorreu a pé todo o percurso - mais de mil quilómetros.


 



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