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National Geographic Channel
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FACTOS - MARTE

As provas da existência de água na história de Marte são incríveis. O planeta não só tem os maiores vulcões e os desfiladeiros mais profundos do sistema solar como também mostra sinais das cheias mais catastróficas.

Um micróbio que vivesse em Marte precisaria de muito pouca água para sobreviver. Possivelmente, viveria toda a vida em 50 ou 100 micro litros de água - uma minúscula gota de água do tamanho do bico de uma caneta. (Lynn Rothschild)

Marte não é o planeta mais próximo da Terra mas é o mais semelhante. Uma das características que partilha com a Terra é o avanço e o recuo das placas polares com a mudança das estações à medida que Marte orbita a lua.

Sinais de erosão causada por água em Marte foram encontrados quando as imagens captadas pela sonda Viking mostraram longos sistemas de desfiladeiros. (Steve Albers)

A temperatura e a pressão atmosférica em Marte são tão baixas que a superfície do planeta é quase o ponto triplo da água, logo, há poucas áreas limitadas onde a água em estado liquido podia aparecer em teoria, apesar de serem muito raras devido à aridez. Toda a água em estado líquido evaporaria e não se aguentaria durante muito tempo. A água em estado líquido poderia existir abaixo da superfície em algumas zonas. Níveis altos de humidade relativa podem ocorrer em zonas mais frias, logo a condensação de água em gelo no solo e nas nuvens de água gelada na atmosfera é possível. (Steve Albers)

A água em estado sólido surge em zonas muito mais amplas do que apenas no pólo norte. Este aspecto foi facilmente notado pela Phoenix Lander quando o dispositivo descendente "varreu" uma camada de "pó" numa área com o solo particularmente fino. Este aspecto também foi comprovado pela informação recolhida pela MarsOdyssey. (Steve Albers)

Marte não tem uma lua grande, por isso, a sua inclinação pode variar largamente. Como tal, há teorias que defendem que, há cerca de 50 mil anos, uma maior inclinação permitiu o aparecimento de gelo perto da zona do equador. É possível que ainda haja vestígios por baixo da superfície. (Steve Albers)

O Monte Olimpo, o maior vulcão do sistema solar, é três vezes maior que o Monte Evereste (com mais de 27 quilómetros de altura e 600 quilómetros de largura) e com a área do estado do Arizona. O seu declive é tão gradual que se estivéssemos na sua base, o seu cume ficaria para lá da linha do horizonte. (WesWatters/Cornell U GradStudents)

Os vulcões na região norte de Tharsissão tão grandes que deformaram a forma esférica do planeta.

Marte tem o maior desfiladeiro do sistema solar. É do comprimento dos Estados Unidos da América e tem centenas de quilómetros de largura. O Vale Marineristem mais de 4.800 quilómetros de comprimento (o equivalente à distância entre a Califórnia e Nova Iorque). O desfiladeiro marciano tem sete quilómetros de profundidade e 320 quilómetros de largura. O Grand Canyon americano "só" tem 446 quilómetros de comprimento, 30 quilómetros de largura e, no seu ponto mais profundo, 1,600 metros. O Grand Canyon podia facilmente caber numa das extremidades do desfiladeiro de Marte.

Se olharmos para cima durante o dia em Marte, o céu vai parecer muito escuro. Isto deve-se ao facto de a atmosfera ser muito fina. O céu tem um tom rosado perto da linha do horizonte devido às poeiras vermelhas que há no ar. O crepúsculo em Marte é azul.

Marte não tem um campo magnético global. Se fosse a Marte, não se conseguiria orientar por uma bússola. (Wes Watters/Cornell U Grad Students)

Quando os cientistas falavam de água em estado liquido em Marte no passado estavam a referir-se a um "fluido que contem H2O".Esta substância pode ter um pH entre 0 (ou menos) e 14 (ou mais) e ser muito salgada (ou seja, a água de Marte não é igual à água que temos nas nossas torneiras, rios ou lagos). (WesWatters/Cornell U GradStudents)

Quando o Viking 2 chegou em 1976 à latitude 45° N, recolheu amostras do solo de Marte para procurar vestígios de vida. O solo foi considerado como livre de matéria orgânica, híper-árido e inabitável. Só há pouco tempo descobrimos que, se a sonda tivesse recolhido amostras a mais dez centímetros de profundidade, encontraria uma camada de gelo com características totalmente diferentes e as conclusões também teria sido outras. A ironia de uma exploração em que poucos centímetros podem fazer a diferença aplica-se na perfeição a esta história. (Peter Smith)

As estimativas dos cientistas dos Sistemas de Ciência Espacial Malin indicam que entre 30 e 200 novos impactos acontecem em Marte todos os anos, algures no planeta.(KenEdgett / Sistemas de Ciência Espacial Malin, Inc.)

Durante uma semana típica, as câmaras do MarsReconnaissanceOrbiter enviam mais de 200 imagens de Marte, de uma área maior que o estado da Califórnia. A equipa responsável pelas câmaras examina cada imagem e, por vezes, encontram pontos negros causados por pequenas crateras em terrenos cobertos de pó. Ao compararem as fotos com outras mais antigas da mesma zona os cientistas confirmam que se trata de novas crateras. A equipa encontrou mais de 100 novos locais de impacto, mais na zona do equador do que outras que revelaram a presença de gelo.

Com apenas um terço da gravidade que há no planeta Terra, é muito pouco provável que alguém consiga marcar um cesto segundo as regulamentações de um jogo de NBA.O tão necessário fato espacial iria reduzir em muito a sua mobilidade.

Phobos, a maior das duas luas de Marte, está-se a aproximar muito lentamente do planeta Marte. Daqui a mais ou menos 50 milhões de anos, Phobos irá colidir com o planeta ou despedaçar-se, criando um anel de poeira em torno do Planeta Vermelho.

Erguendo-se a 27 mil metros de altura, o Monte Olimpo é três vezes mais alto que o Monte Evereste, o ponto mais alto da Terra. O grande vulcão adormecido é tal forma enorme que a sua base cobre uma área equivalente à do estado do Novo México.

Se pudéssemos viajar até Marte a uma velocidade "normal" - a cerca de 100 quilómetros por hora - seriam precisos mais de 66 anos para chegarmos ao Planeta Vermelho. Uma nave espacial demora cerca de seis meses a chegar a Marte.

A luz do Sol demora mais 4,33 minutos a chegar a Marte do que a chegar ao planeta Terra.

Para sobreviver a uma aterragem em Marte, uma nave especial tem que reduzir três zeros na sua velocidade - tem que passar dos 19 mil quilómetros por hora que atinge no espaço para menos de 19 quilómetros por hora quando chega à superfície do planeta.

Sazonalmente, todo o planeta é afectado por grandes tempestades de poeiras. Os efeitos da tempestade são dramáticos, incluindo a formação de dunas e marcas deixadas pela passagem do vento.

Não há quaisquer provas de civilização em Marte, e é muito pouco provável que haja qualquer tipo de forma de vida. No entanto, pode haver fosseis de formas de vida de um tempo em que o clima era mais quente e havia água em estado líquido à superfície. (Chris McKay)

Já que Marte é muito mais pequeno e menos denso que a Terra, a força gravitacional à superfície de Marte é de apenas 38% em comparação com a da Terra. Uma pessoa em Marte sentiria que o seu peso tinha diminuído em 62%. E se essa pessoa deixasse cair uma pedra, essa pedra cairia muito mais lentamente do que a mesma pedra no planeta Terra. (Steve Squyres)

 

FACTOS - PLUTÃO

A rotação de Plutão demora seis dias e meio. A New Horizons precisa de mais de um dia de Plutão para ver e capturar imagens do Planeta Anão depois de uma viagem de oito anos e meio.

Nos últimos 20 anos Plutão tem-se vindo a afastar do Sol e a ficar mais inclinado. Já há partes do planeta que NUNCA vêem o Sol...

Entre 1988 e os nossos dias a atmosfera de Plutão duplicou!

As estações em Plutão são muito complicadas devido a dois factores. Um deles é porque a distância entre Plutão e o Sol muda ao longo dos anos orbitais de Plutão, logo a excentricidade dos resultados da órbita são uma grande mudança na quantidade de luz solar que chega a Plutão. O segundo factor é que o eixo de rotação de Plutão está posicionado quase directamente ao Sol. Logo, dependendo da época do ano, as diferenças da quantidade de luz solar nos polos são muito interessantes. Combinados, estes dois factores fazem com que Plutão tenha estações do ano muito diferentes das que temos no planeta Terra.

Dependendo da localização orbital de Plutão, os cientistas pensam que a atmosfera está continuamente em expansão e contracção. À medida que o Planeta Anão se aproxima mais do Sol, o calor derrete o gelo criando uma atmosfera que seria quase suportável, caso se conseguisse viver em Putão. À medida que o planeta se afasta mais do Sol, estes gases condensam e voltam ao estado líquido outra vez. A este processo dá-se o nome de sublimação.(David Paige&WillGrundy)

O telescópio Plutão no Observatório Lowellfoi usado por ClydeTombaughpara descobrir Plutão em 1930. Tombaugh descobriu Plutão ao tirar fotografias ao céu usando o telescópio e estas fotografias eram tiradas em placas de 35 por 45 centímetros. Ao serem reveladas, Tombaugh usava um simples processo de "marcar as diferenças" recorrendo a um instrumento de comparação - para identificar o planeta em movimento. Tombaugh era um homem muito paciente, já que este foi um longo e entediante trabalho!

PercivalLowell, bem como outros cientistas e astrónomos, acreditavam que havia um nono planeta já que Urano e Neptuno tinham movimentos irregulares na sua órbita (Kevin Schindler). Agora que Plutão foi reduzido à categoria de Planeta Anão, é possível que ainda venha a ser descoberto um Planeta X. Esta ideia é controversa, mas há um cientista empenhado em encontrar esse planeta - PatrykLykawka da Universidade Kobe, no Japão(New Scientist, 11 de Janeiro de 2008, por GovertSchilling)

Plutão foi baptizado por uma menina inglesa de 11 anos de idade, VenetiaBurney. O Observatório Lowell abriu um "concurso público" para arranjarem nome para o novo, nono planeta. Venetia tinha estudado mitologia na escola e sugeriu o nome de Plutão. Plutão é o deus do submundo, a zona mais fria e distante, e o seu tio enviou um telegrama ao Observatório Lowell em seu nome. VenetiaBurney-Phair (nome de casada) morreu com 90 anos em Maio de 2009.

Plutão é um dos elementos mais fascinantes do nosso sistema solar já que ainda é uma incógnita. Está em média a uma distância de mais de seis mil milhões de quilómetros; a sua temperatura tão baixa deve-se ao facto de estar muito afastado do Sol. Se pudesse de alguma forma ter uma mão exposta ao seu ambiente, ficaria congelada como um cubo de gelo. (Kevin Schindler)

Plutão é um objecto muito enigmático, e nunca vimos nada que se assemelhe. É por isso que os cientistas não sabem o que esperar - podemos encontrar paisagens tão estranhas que serão precisos vários anos para percebermos como funcionam ou de que são feitas quando a missão New Horizons se aproximar. (Kevin Schindler)

Observar Plutão não é um processo muito rápido, já que um ano em Plutão equivale a cerca de dois séculos e meio na Terra, e uma estação em Plutão equivale ao tempo de vida profissional de um cientista! O equinócio aconteceu em finais dos anos 80 do século XX, por isso o Verão está a chegar a Plutão desde essa altura e vai continuar nessa situação durante mais algumas décadas.(Will Grundy)

Há três tipos principais de gelo à superfície de Plutão: metano, nitrogénio e monóxido de carbono. Sabemos disso já que estas moléculas de gelo vibram a uma frequência muito particular.Se um fotão de luz com a energia certa para causar essa vibração atingir o gelo é absorvido e, caso não tenha, fica a balouçar à superfície. Assim, podemos ver através de um telescópio que fotões são absorvidos e que fotões não o são. Isto ajuda-nos a perceber a composição de Plutão.

Plutão pode ter uma cor castanha rosada. Se tivermos carbono, hidrogénio e oxigénio e bombardearmos estes compostos com radiação energética, os compostos reorganizam-se em químicos progressivamente mais complicados e vão formar matéria que tende a ser de cor avermelhada ou rosada. A verdadeira cor de Plutão deve ser mais para o acastanhado e não tanto cor-de-rosa.

Se pudéssemos viajar até Plutão a luz do Sol seria muito mais fraca já que o planeta está 30 vezes mais longe do Sol do que a Terra e a intensidade da luz vai-se perdendo. Em Plutão a luz é mil vezes mais fraca do que na Terra.

A vida como a conhecemos não seria viável com as temperaturas registadas na superfície de Plutão. Mas o interior do planeta podia comportar água em estado liquido e algumas destas complicadas reacções químicas podiam acontecer ou despoletar no interior. Podíamos ter zonas habitáveis em Plutão. Já que a fonte de energia no interior de Plutão não precisa da luz do Sol, teríamos um autêntico festival de elementos radioactivos. Seria uma vida bastante complicada, até mesmo para extremófilos. Os cientistas falam também da possibilidade da existência de vida em outros satélites gelados como Europa e Enceladus - se há água, pode haver vida (microbiana)! (WillGrundy)

No Observatório KeckemMaunaKea, um massivo vulcão no Havai proporciona algumas das melhores condições de observação astronómica do mundo. O cume de MaunaKeaé alto, muito seco e com boa visibilidade na maioria das noites ao longo do ano.

A luz infravermelha é muitas vezes usada paraver a luz dos cometas. Já que a atmosfera da Terra e as nuvens interferem com a luz infravermelha de objectos astronómicos, MaunaKea está na localização ideal para observar objectos distantes.

Os cometas são observados para ficarmos a saber qual a sua composição. Os cometas são objectos interessantes já que são vestígios dos primeiros dias do sistema solar, fosseis de outros tempos. Quando observamos um cometa, estamos a olhar através de uma janela do tempo para as condições na nébula solar, para a matéria primordial que permitiu a formação do sistema solar.

Há dois tipos de cometas: os de períodos curtos e os de períodos longos. Estes dois tipos diferentes dão-nos informações sobre diferentes regiões durante a formação do sistema solar, bem como a forma como o material dos cometas pode ter sofrido alterações nos últimos quatro mil e quinhentos mil anos.

Muitos cometas estão a ser vistos pela primeira vez quando são observados. Os cometas que estudamos nunca foram observados através de instrumentos modernos, por isso, cada vez que olhamos para um cometa, podemos estar a ver algo de novo.

Há vários cometas que podem ser frequentemente observados por astrónomos amadores em noites de boa visibilidade. Os cometas excepcionalmente brilhantes e que podem ser vistos a olho nu, são mais raros e podem aparecer uma ou duas vezes por década. Estes são cometas de períodos longos que são descobertos a toda a hora, agora que temos o céu altamente supervisionado.

Só foi descoberta/confirmada há 15 ou 20 anos e ainda há muitos objectos da Cintura de Kuiper por descobrir. Ainda precisamos de compreender a população global e quantos objectos há. Há algumas estimativas mas não sabemos ao certo quantos objectos compõem a Cintura de Kuiper, qual o seu tamanho e como é que esses objectos interagem com o resto do sistema solar. (Kevin Schindler)

Como os cientistas pensam que se formou a Nuvem de Oort e a Cintura de Kuiper: Quando o sistema solar se formou, houve muitos detritos deixados para trás, pedaços de matéria que não contribuíram para a formação de um planeta ou satélite. Os cometas são pedaços de detritos que se materializaram junto à órbita de Júpiter já que as temperaturas nessa zona são mais baixas e permitiram a sua condensação. Muitos cometas formaram-se junto de planetas gigantes (5 e 30 AU). Foram remetidos para a zona exterior do sistema solar devido à intensa gravidade destes planetas. Estes cometas viajaram pelo sistema solar até ao seu extremo onde formaram a Nuvem de Oort, uma zona esférica de cometas a cerca de 50 mil AU de distância em relação ao Sol.

Os outros detritos que inicialmente se aglomeravam junto dos planetas gigantes (mas que, mais ou menos, ficaram perto das zonas onde se formaram) acabaram por se transformar naquilo a que chamamos hoje em dia a Cintura de Kuiper e o disco disperso, que se estende por uma distância de 30 a 100 AU.

Os cometas de períodos longos vêm da Nuvem de Oort, e a maioria dos cometas de períodos curtos vêm da região da Cintura de Kuiper e disco disperso. Devido às condições de formação, composição química e temperaturas serem diferentes, podemos ter em conta as diferentes faixas de detritos e planetas para a sua formação: cintura de asteróides, Cintura de Kuiper e Nuvem de Oort são camadas geológicas estratigráficas diferentes no plano horizontal. Os cometas que se libertam destas bandas são fósseis que podem ser estudados mais facilmente quando se aproximam da Terra.

Rosetta é a primeira missão que irá orbitar um cometa (67P/Churyumov-Gerasimenko), estudá-lo em detalhe e fazer aterrar um dispositivo à sua superfície. Quanto a nave como o dispositivo têm muitos instrumentos científicos para recolher informações que nos ajudarão a compreender de que são feitos os cometas, como se formaram e como evoluíram ao longo do tempo.

A missão DeepImpact recolheu imagens detalhadas do cometa 9P/Tempel 1, mostrando a geologia diversa da superfície do cometa em detalhe. O impacto no cometa permitiu recolher informações sobre a sua estrutura interna. Informaçãoessa que só as imagens não revelariam. A missão DeepImpact levantou tantos detritos que a nuvem formada pelo impacto não permitia ver a cratera que tinha formado. No entanto, a missão Stardust-NExTirá passar pelo 9P/Tempel 1 em 2011 e captar imagens da cratera, dando-nos ainda mais informações sobre a estrutura do cometa.

 

 

FACTOS - NEPTUNO/ URANO

Foi a cerveja que tornou possível a descoberta de Triton, lua de Neptuno. William Lassell observou Triton a 10 de Outubro de 1846 e usou a fortuna que tinha conseguido com o negócio do fabrico de cerveja para financiar o seu telescópio.  http://solarsystem.nasa.gov/planets/profile.cfm?Object=Neptune&Display=Moons

Um ano em Neptuno demora muito tempo a passar. É tão longo que em 2011 Neptuno irá completar a sua primeira rota completa desde a sua descoberta em 1846. http://www.nasa.gov/worldbook/neptune_worldbook.html

Os ventos em Neptuno são os mais fortes de todo o sistema solar, com velocidades que podem atingir os 1.100 quilómetros por hora. http://www.nasa.gov/worldbook/neptune_worldbook.html

Neptuno é o planeta mais frio do sistema solar. No topo das suas nuvens, as temperaturas podem chegar aos 221.4º Celsius negativos.http://www.nasa.gov/worldbook/neptune_worldbook.html

Titon, a maior lua de Neptuno, orbita ao contrário. Chamamos-lhe órbita retrógrada e isso significa que orbita o planeta no sentido contrário comparando com a órbita das outras luas de Neptuno.http://solarsystem.nasa.gov/planets/profile.cfm?Object=Triton

A uma distância média de 2,872,460,000 quilómetros do Sol, Urano é o planeta mais afastado que pode ser visto a olho nu. http://www.nasa.gov/worldbook/uranus_worldbook.html

Os cientistas acreditam que no interior do planeta possa haver um oceano de água em estado líquido com amoníaco dissolvido.http://www.nasa.gov/worldbook/uranus_worldbook.html

Urano está deitado!A maioria dos planetas tem uma inclinação de cerca de 30º, mas com uma inclinação de 98º, o eixo de rotação de Urano está praticamente alinhado com o Sol. http://www.nasa.gov/worldbook/uranus_worldbook.html

 

FACTOS - JÚPITER

A actividade eléctrica em Júpiter é tão forte que envia vários milhares de milhões de watts para o campo magnético da Terra diariamente.www2.jpl.nasa.gov/galileo/Jovian.html

Saturno não é o único planeta com anéis. Júpiter também tem um sistema de anéis descoberto pela Voyager 2 em 1979.http://pds-rings.seti.org/jupiter/

Júpiter é quase uma estrela - se fosse 80 vezes maior tornar-se-ia num segundo Sol do nosso sistema solar. http://solarsystem.nasa.gov/planets/profile.cfm?Object=Jupiter&Display=Overview

A região joviana é por si um mini sistema solar com 63 luas que orbitam o gigante gasoso.

As auroras de Júpiter são mil vezes mais poderosas que as luzes do norte e do sul da Terra.Abrange cerca de dois mil quilómetros! http://www2.jpl.nasa.gov/galileo/hst6.html

Se conduzisse o seu carro no local remoto correcto na Terra (como um deserto) no momento exacto, poderia sintonizar os "sons de Júpiter" no rádio do seu carro. http://radiojove.gsfc.nasa.gov/telescope/

Ganymede, lua de Júpiter, é a maior do sistema solar e é maior que o planeta Mercúrio. Outras luas de Júpiter são maiores que o antigo planeta anão Plutão.http://solarsystem.nasa.gov/planets/profile.cfm?Display=Moons&Object=Jupiter

Pensa-se que Europa, lua de Júpiter, tem duas vezes mais água que a Terra e é considerada a "melhor hipótese" para a existência de vida extraterrestre no sistema solar.http://solarsystem.nasa.gov/planets/profile.cfm?Display=Moons&Object=Jupiter

 

 

FACTOS - SATURNO

Temos que agradecer ao planeta Neptuno o facto de conseguirmos admirar os anéis de Saturno através de telescópios a partir da Terra. Pensa-se que a gravidade de Neptuno tenha gradualmente influenciado o eixo de rotação de Saturno, e que tenha deixado os seus anéis com uma inclinação de 27º, o que nos permite vê-los com mais clareza do que se o planeta estivesse direito.http://www.skyandtelescope.com/news/3306806.html

Os anéis de Saturno estendem-se por quase 260 mil quilómetrosmas têm apenas cerca de dez metros de espessura. É o equivalente a uma folha de papel com três quilómetros de comprimento. http://www.nineplanets.org/saturn.html#ringshttp://www.sciencedaily.com/releases/2005/11/051110220809.htm

Enceladus, lua de Saturno, envia jactos de vapor de água para o espaço a uma média de uma tonelada a cada seis segundos, a partir de quatro enormes falhas situadas perto do polo sul. Se este programa de perda de peso tem vindo a acontecer ao longo da história, o planeta já perdeu cerca de 20% do seu peso desde a sua formação.

Kargel, J., 2006, Science 311, 1389-1391.

Hansen, C. et al. 2006, Science 311, 1422-1425.

Em vez de girar suavemente no seu eixo de rotação como qualquer planeta, Hyperion, lua de Saturno, gira de forma caótica pelo espaço.Se estivéssemos na sua superfície, nunca saberíamos onde ou quando é que o Sol nasceria.http://www.nineplanets.org/hyperion.html

Algumas teorias do passado sugeriam que uma chuva de diamantes se podia formar perto do centro de Saturno. - Steve Albers

As condições meteorológicas em Saturno são tão vigorosas como as de Júpiter, só se desenvolvem num nível superior da atmosfera. -Steve Albers

Viajar num balão de ar quente na atmosfera de Saturno podia ser divertido, mas precisaríamos de oxigénio. A temperatura e a pressão atmosféricas são confortáveis para os seres humanos num nível mais elevado. Por vezes, pode ocorrer chuva de água. - Steve Albers

Titané o local onde um ser humano sem quaisquer protecções conseguiria sobreviver durante mais tempos antes de perder a consciência e morrer... (não podemos suster a respiração em Marte ou Vénus) com apenas um fato térmico e uma máscara de oxigénio como as que há nos aviões conseguiríamos ficar bem durante alguns dias. - Ralph Lorenz

A atmosfera de Titan pode ter arco-íris (apesar de diferentes dos nossos). --Ralph Lorenz

Em quarto anos depois da sua descoberta, a quantidade de gás natural líquido que evaporou do Lago Ontário (um pequeno lago de hidrocarboneto perto do polo sul de Titan e que tem a cor da água do Rio Colorado) foi de cerca de 1/3 das reservas de gás natural da Terra. A quantidade de gás liberta equivale ao consumo de gás nos Estados Unidos da América durante 15 a 20 anos. - Bob Brown

Titantem mais metano e outros compostos orgânicos em termos absolutos que as reservas de combustível biosférico, oceânico e fóssil da Terra. - Jonathan Lunine

A densidade de Saturno é tão baixa que o planeta conseguiria flutuar na água. -Jonathan Lunine

Os géiseres de Enceladus emitem tanto calor por segundo como o Yellowstone. - Jonathan Lunine

A nave Cassini da NASA descobriu que os relâmpagos em Saturno são cerca de um milhão de vezes mais fortes que os relâmpagos na Terra.http://www.eurekalert.org/pub_releases/2004-12/uoi-rpc121604.php

Saturno é um planeta único já que o seu eixo magnético está praticamente alinhado com o seu eixo de rotação. Isso significa que não há oscilação rotacional induzida no campo magnético. O campo magnético de Saturno tem mais em comum com o Sol do que a Terra.O campo magnético do Sol não sofre rotação como corpo sólido. Em vez disso, o seu período de rotação varia com a latitude.

Os sons rádio da rotação de Saturno - que se assemelham ao dos batimentos cardíacos - bem como outros sons do espaço podem ser ouvidos no site da Universidade do Iowa em: http://www-pw.physics.uiowa.edu/space-audio.

Os cientistas, com recurso à missão Cassini da NASA, descobriram provas que indicam a presença de pequenas luas no meio dos anéis de Saturno. Pode haver mais de dez milhões destes corpos celestes em apenas um dos anéis de Saturno. A existência destas pequenas luas pode ajudar a explicar a formação dos anéis de Saturno como pedaços de um corpo celeste maior que se partiu ou como detritos de um disco a partir do qual Saturno e as suas luas se formaram. Estas pequenas luas podem ser pedaços de um corpo celeste antigo a partir do qual se formaram os anéis de Saturno.http://www.eurekalert.org/pub_releases/2006-03/ssi-cf032906.php

Os cientistas estão a usar informação recolhida pela missão Cassiniaquando da sua passagem pela sexta e maior das luas de Saturno, Enceladus, para identificarem moléculas individuais no ambiente especial da lua, incluindo iões e isótopos. Os átomos de Enceladus podem ter pistas do passado já que vêm de regiões interiores que mudaram muito pouco desde a formação da lua e que nos dão uma visão de como o sistema solar se formou e como evoluiu. http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008--‐10/uom--‐cfo100608.php

Os cientistas ainda estão a descobrir novas luas em torno de Saturno. A missão Cassini descobriu uma nova lua em Saturno, provisoriamente baptizada como S/2005 S1, que emite ondas ocultas numa fenda do anel exterior A de Saturno. As imagens mostram o pequeno objecto no centro da fenda Keeler e os padrões ondulados nas margens da fenda causados pela influência gravitacional da lua. A fenda Keeler está localizada a cerca de 250 quilómetros para dentro da exterior do anel A, que é também a margem exterior dos anéis brilhantes principais. O novo objecto tem cerca de sete quilómetros e reflecte metade da luz que incide sobre ele - um brilho típico das partículas dos anéis ali próximos. http://www.eurekalert.org/pub_releases/2005-05/ssi-cfn051005.php

A câmara sensível a infravermelhos da missão Cassini da NASA fotografou a montanha mais alta alguma vez vista em Titan, lua de Saturno.A cadeia montanhosa tem cerca de 1,5 quilómetros de altitude, 150 quilómetros de comprimento e 30 quilómetros de largura. As montanhas têm no seu cume uma material branca e brilhante que pode ser "neve" de metano ou de outra substância que contenha carbono. Se Titan fosse a Terra, as montanhas estariam à latitude da Nova Zelândia e provavelmente formaram-se da mesma maneira que se formaram as linhas de junção dos oceanos: a crosta da superfície afastou-se e a matéria que estava no interior veio ao de cima criando a barreira. http://www.eurekalert.org/pub_releases/2006-12/uoa-cic121206.php

Um estranho, mercúrio -como uma infusão, o hélio metálico em estado líquido "esconde-se" no interior de Júpiter e Saturno. Produzido sob as condições registadas no centro dos planetas gasosos gigantes e misturado com hidrogénio metálico, é assim que surge esta liga.Dando-lhe características metálicas, é a sua capacidade condutora de electricidade que permite que os electrões fluam como a água num rio, dando pistas aos cientistas que lhes permite compreenderem porque é que é emitida mais energia do que a absorvida pelo Sol e de onde é que vem.http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008--‐08/uoc-‐jas080608.php

 

FACTOS - MERCÚRIO/ VÉNUS

Até 1960, os cientistas pensavam que a temperatura à superfície de Vénus era semelhante às temperaturas registadas em Miami, Florida. Uma sonda apetrechada com três instrumentos primitivos revelou que a temperatura em Vénus não era de aproximadamente 32º Celsius mas sim de quase 500º Celsius. (Kevin Baines).

As temperaturas extremas em Vénus foram atribuídas ao chamado "efeito de estufa". Conclusão de pensadores conhecidos como Carl Sagan. (Kevin Baines)

Pensa-se que no primeiro milhar de milhões de anos, ou até mesmo nos primeiros dois milhares de milhões de anos em Vénus, havia água à superfície do planeta. Algumas das observações mais recentes, feitas pelo VenusExpress, parecem confirmar essa teoria. (Kevin Baines).

Uma das maiores provas é a quantidade de água pesada que ainda há na atmosfera de Vénus. Falamos de um tipo de molécula de água em que um neutrão extra a torna mais pesada. Se a água tivesse deixado a atmosfera de alguma forma, a água mais pesada seria deixada para trás, e é isso que encontramos em Vénus. Os cientistas esperam encontrar grandes quantidades desta água pesada na atmosfera ao calcularmos a quantidade de água "normal" que seria necessária para deixar tal quantidade de água pesada - estamos a falar de aproximadamente um oceano.

Foi o estudo da camada superior da atmosfera de Vénus que desencadeou a descoberta do buraco na camada de ozono da Terra. (Mark Bullock)

Um dos aspectos mais fascinantes de Vénus é que as reacções vulcânicas e químicas entre os minerais à superfície e os gases atmosféricos estão provavelmente envolvidas emrespostas climatéricas. O clima de Vénus, quase inimaginavelmente diferente do nosso, é sustentado e, quem sabe, alterado por estas respostas.(Mark Bullock)

Ao compreendermos como as reacções vulcânicas e químicas à superfície de Vénus afectam a atmosfera e as nuvens desse planeta, dá-nos uma nova perspectiva de como as consequências climatéricas afectam o clima na Terra. (Mark Bullock)

As temperaturas e pressão são tão altas à superfície de Vénus que o espectro visual das rochas é alterado. Um bom exemplo deste aspecto é a hematite mineral, um típico óxido de ferro vermelho, que encontramos na Terra, em Marte e possivelmente em Vénus. É o óxido de ferro que faz com que Marte seja o Plante Vermelho e o que faz com que algumas rochas da Terra tenham também essa cor. No entanto, em Vénus, o óxido de ferro é de cor cinzenta, já que as propriedades reflectoras são diferentes. (Mark Bullock)

Os vulcões na Grande Ilha do Havai são semelhantes a muitos vulcões gigantes que vemos em Vénus. É um dos locais mais parecidos com Vénus na Terra!(Mark Bullock)

As nuvens em Vénus não são como as nuvens na Terra. Em vez de serem compostas por moléculas de água são maioritariamente compostas por ácido sulfúrico. Logo, a atmosfera de Vénus é não só muito quente como também muito corrosiva.

Se chovesse em Vénus, choveria ácido sulfúrico, mas como Vénus é muito quente e seco, o mais provável é que as gotas de chuva evaporem antes de chegarem à superfície do planeta. O mais provável seria apenas a presença de uma névoa na superfície de Vénus.

Mark Bullock está a trabalhar numa possível missão a Vénus. Essa missão inclui um dispositivo de órbita, dois dispositivos de aterragem e dois balões. O relatório final e o plano da missão recebeu muita atenção por parte da NASAe estão a considerar levar a missão a cabo entre 2020 e 2025.

Podemos caminhar na superfície de Vénus a uma velocidade superior à da sua rotação. A velocidade de rotação da Terra é de aproximadamente 1.600 quilómetros por hora enquanto a velocidade de rotação de Vénus é de pouco mais que seis quilómetros por hora. Podemos mesmo manter-nos sempre ao Sol se corrermos mais depressa que a velocidade de rotação do planeta. (Kevin Baines)

Vénus é um planeta incrivelmente ventoso. Se conseguíssemos sobreviver ao seu ambiente hostil e entrar na sua atmosfera com uma nave, a força dos ventos seria tal que, combinada com a sua atmosfera muito densa e com os 100 bares de pressão, a simples tarefa de caminhar à superfície do planeta seria como caminhar dentro de água, mesmo que a velocidade dos ventos baixasse para um metro por segundo.

A missão VenusExpress detectou um tipo de estática associada a relâmpagos nuvem a nuvem em Vénus e onde há relâmpagos também há trovões.No entanto, os trovões em Vénus seriam mais como um ruído surdo e prolongado devido à densidade da atmosfera. (Kevin Baines)

Nas montanhas de Vénus, a cinco quilómetros de altitude, foi registada reflectividade. Pensa-se que a substância possa ser um tipo de neve de metais pesados, possivelmente neve de Tolarium! (Kevin Baines)

Um dos maiores mistérios sobre Vénus é como é que os ventos podem ser tão fortes quando a velocidade de rotação do planeta é tão baixa.Estes ventos podem ser causados pelos fenómenos observados nos polos.Fenómenos ciclónicos podem ser vistos tanto no polo norte como no polo sul de Vénus. Suspeita-se que o ar muito quente da zona equatorial sobe e vai em direcção às zonas mais frias dos polos. Devido à forte movimentação de ar em direcção aos polos, este tem que condensar, tornando o ar ainda mas denso e fazendo com que desça. Este fenómeno pode ser a explicação para os ventos fortes em Vénus. (Kevin Baines)

 

 

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